quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Despejo ou Mudança

Despejo ou Mudança

Hoje meu presente é
o desapego do passado
Pois é!
não sobrou sequer uma prateleira
para empilhar o porta-retrato com
nossa foto velha e amarelada...

Agora, quem vai lembrar de nós?
Se não conto com a minha memória
curta, auditiva e falha...
Tão duradoura quanto a vida útil deste sempre último cigarro
Entretanto, pode-se dizer que não se foi
o deleite de desconhecer o "depois".

(Escrito em 2013 ao mudar-me para Sorocaba)


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Mico Mouco




Escrita entre os anos de 2013 e 2014, Mico Mouco expressa um pouco da inquietação e desajuste do homem com sua natureza animal em contraste com novas convenções da sociedade. Uma outra maneira de dizer que "...prefiro ser uma metamorfose ambulante..." (Raul Seixas)

Dm           G
Terno, coleira e smart-phone...
Dm           Am
Cada homem no seu galho!
Dm           G
wi-fi, tristeza e hormônios...
Dm           Am
Cada homem no seu galho!
Bm              G
Frigidez, Prozac, salário...
Bm             D           E
Dente por dente e olho por olho!

G                    A
Enquanto isso, no zoológico
G                  A
tão lógico quanto mágico
Bm             G
O macaco do seu apê
Bm          G
assistia na tv
F#m                 D                  E
Cenas de uma tragédia no próximo capítulo

Dm               G
Cidade, país e estadio...
Dm               Am
Cada homem no seu galho!
Dm                      G
Internet, duplo-clique, depressão...
Dm               Am
Cada homem no seu galho!
Bm                  G
Facebook, multidão e solidão...
Bm             D           E
Cada homem vive a própria desilusão!

G                    A
Enquanto isso, no zoológico
G                  A
tão lógico quanto mágico
Bm             G
O macaco do seu apê
Bm          G
assistia na tv
F#m                 D                  E
Cenas de uma tragédia no próximo capítulo

no país do futuro
nas nuvens adiante
na crença que era imposta
no sentimento que era doença
na mobilização que era arruaça
e para cada homem; um galho...
e para cada homem; indiferença...
e para cada homem; um rabo...
Me diz agora quem é mais feliz!

domingo, 22 de novembro de 2015

Novembro de Paris a Itaquera

Foto arte: sr. Renan Mariani
Ontem me fiz de triste palhaço 
Para que a cores do meu rosto
Tornassem em luto, todo asco
Por aqueles que lhe fizeram chorar.


Sentimento meu, incompreendido
Parou em postagem de gente pacata
de olhar daltônico, vesgo ou estrábico
Onde uma fria trave instalou abrigo.


É hora de levantar a taça e
celebrar a bola e o apito!
Você diz se importar com a vida
E eu, sorrindo, finjo que acredito...


Que tal uma champagne na taça?
Ops! Não queremos estrangeirismos na mesa.
Brasileiro nasceu pra beber cerveja
e o futebol é da nação a mais incomparável beleza.
Não se pode render-se a modismos
de outro rosto redondo e colorido.
Todavia, se o pequeno ditado for real
mais aTERRORizante é a dimensão do abismo.
Que se mudem então os incomodados!
Que se mudem então os incomodados!
Tim-Tim!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Lembrança em Versos (母)

Jd. Abaeté (2014)
Entre fotos e DVDs
Pen Drives e HDs
O registro de você.

No coração, o querer
Noite e amanhecer
No café, na tevê.

Na memória a lembrança
De generosidade e doçura 
Cheiro de bolinho de chuva
Sorriso, alegria de criança.

No bolo gostoso de fubá 
No calor do caloroso olhar
Amor mesmo na bronca
No peito, saudosa lembrança.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Nova Janela para o Mundo

Pq. Santa Rita
Quem me dera ter o dom da escrita, da poesia, da estranheza... Poderia facilmente externar aquilo que me é particular... Minha visão do mundo em verso e prosa. 
O que meus olhos vêem, o que meu Smart phone vê, o que você vê e recusa a vista. Que a prática me assegure a pista.

Que Dionísio me conduza os passos.

W. Walrus